Foto: Divulgação

Leandra Leal volta às novelas após 11 anos como vilã em “Coração Acelerado”

Depois de 11 anos longe das novelas, Leandra Leal está de volta ao horário das 19h da TV Globo como uma vilã  e diz estar “amando” a experiência. Aos 43 anos, a atriz interpreta Zilá Sampaio em “Coração Acelerado”, folhetim que estreia dia 12 de janeiro, e assume um tipo de personagem que, segundo ela, ainda não tinha vivido em novelas.

Na trama, Zilá é casada com Alaorzinho (Daniel de Oliveira), herdeiro do poderoso Grupo Alaor Amaral, e mãe de Naiane (Isabelle Drummond). Empresária, ela comanda a marca de moda “Alô Country” e também administra a carreira da própria filha, que atua como influenciadora digital — combinação que abre espaço para embates familiares e uma disputa em que, como a atriz resume, “elas lutam por amor”.

Além do papel, Leandra comemora a nova parceria em cena com Isabelle Drummond, com quem volta a contracenar mais de uma década depois de “Cheias de Charme” (2012), quando dividiram o protagonismo ao lado de Taís Araujo como as “Empreguetes”. Para ela, o reencontro tem um componente íntimo, quase confessional: a convivência de camarim, a troca sobre vida e planos, a sensação de atualizar a história uma da outra, agora em outra fase.

A novela também retoma, dentro da própria narrativa, um passado turbulento: antes de se casar, Alaorzinho viveu um romance com Janete (Letícia Spiller), irmã de Eliomar (Stepan Nercessian). O noivado termina em meio a desentendimentos, traição e humilhação; em seguida, Zilá se aproxima do herdeiro, engravida e se estabelece no coração — e nos bastidores — da família Amaral. De caráter duvidoso, ela ainda provoca um cruzamento decisivo de caminhos ao fazer com que Janete, que deixou a cidade, se envolva com Jean Carlos (Ricardo Pereira), um forasteiro de má fama. Dessa relação nasce Agrado (Isadora Cruz).

Mãe de Júlia, de 11 anos, e Damião, de 1 ano, Leandra comenta que sair de casa hoje tem outro peso, mas afirma que o trabalho tem compensado: ela destaca a qualidade das cenas, o clima de elenco e, em especial, a parceria com Daniel de Oliveira, amigo de longa data e um dos atores com quem mais contracenou na carreira. Para ela, o encontro cotidiano com um estúdio cheio de gente conhecida, texto bem resolvido e direção afinada transforma o ritmo puxado em prazer — e faz com que, no fim do dia, a sensação seja a de ter saído “feliz de casa”.

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