Dispensa de Alexandre Avancini marca reviravolta na dramaturgia bíblica da Record

A reestruturação das produções bíblicas da Record ganhou contornos mais contundentes com a dispensa de Alexandre Avancini, diretor historicamente ligado aos maiores sucessos do gênero na emissora. A saída dele se tornou o episódio mais emblemático das mudanças promovidas nos bastidores pela Seriella, produtora responsável pelas superproduções religiosas do canal.

Avancini teve papel decisivo na consolidação do padrão épico das novelas bíblicas, especialmente ao dirigir “Os Dez Mandamentos”, obra que alcançou índices expressivos de audiência e abriu caminho para uma fase de grandes investimentos em dramaturgia religiosa. Seu retorno recente à emissora indicava continuidade nesse protagonismo: ele estava envolvido com “A Vida de Jó” e também associado ao desenvolvimento de “Amor em Ruínas”.

A dispensa, portanto, pegou equipes de surpresa e sinaliza uma mudança de rumo mais profunda do que simples ajustes pontuais. Internamente, a leitura é de que a Record busca renovar a condução criativa de suas produções bíblicas, redefinindo lideranças e estratégias para os próximos lançamentos.

Outras trocas reforçam esse novo momento. A superprodução Ben-Hur também passou por alteração na direção, enquanto novos nomes vêm sendo incorporados aos projetos em andamento, como “A Ira do Herdeiro”, texto de Cristiane Cardoso.

Mesmo com a continuidade dos investimentos no segmento, a saída de Alexandre Avancini marca o fim de um ciclo importante na teledramaturgia da emissora — justamente o ciclo que ajudou a transformar as novelas bíblicas em um dos pilares de sua programação.

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