Academia Joseense de Letras embarca na linguagem dos emojis e aproxima novas gerações da literatura

Projeto integra as comemorações pelos 259 anos de São José dos Campos e transforma Cassiano Ricardo, Ozires Silva e o presidente em exercício da instituição em personagens da comunicação digital

A Academia Joseense de Letras decidiu atravessar uma nova fronteira da comunicação. Como parte das comemorações pelos 259 anos de São José dos Campos, celebrados em 27 de julho, a instituição criou uma coleção de emojis inspirada em três personalidades ligadas à história, à cultura e à identidade joseense: o poeta Cassiano Ricardo, o acadêmico honorário Ozires Silva e o presidente em exercício da entidade, Fabrício Correia.

A iniciativa parte de uma linguagem cotidiana para milhões de pessoas, especialmente entre os públicos mais jovens. Presentes nas mensagens, redes sociais e conversas digitais, os emojis se tornaram uma forma universal de expressão. Ao incorporá-los ao universo literário, a Academia pretende reduzir distâncias, despertar curiosidade e apresentar seus personagens históricos de maneira contemporânea, afetiva e acessível.

Patrono da Academia Joseense de Letras, Cassiano Ricardo ganhou uma versão inspirada em sua imagem clássica, com o fardão acadêmico e elementos que remetem à sua trajetória como poeta, ensaísta, jornalista e intelectual modernista. Nascido em São José dos Campos, ele projetou o nome da cidade no cenário nacional e ocupou a Cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras.

Ozires Silva, acadêmico honorário e integrante mais longevo da instituição, aparece acompanhado de um avião, referência direta à sua contribuição decisiva para a criação da Embraer e para o desenvolvimento da indústria aeronáutica brasileira. O emoji reúne, em uma única imagem, o engenheiro, o visionário e o joseense cuja história se confunde com a vocação tecnológica da cidade.

A coleção também inclui Fabrício Correia, presidente em exercício da Academia, representado com elementos de sua identidade visual e de sua atuação na comunicação, na literatura, no cinema e na produção cultural.

Segundo a instituição, a proposta não substitui os livros, a memória ou a pesquisa. Pelo contrário: utiliza os códigos do presente como porta de entrada para o conhecimento. Cada personagem digital funciona como um convite para que o público descubra biografias, obras e contribuições que ajudaram a construir São José dos Campos.

Com o projeto, a Academia reafirma seu compromisso com o programa “São José, cidade leitora” e mostra que preservar a tradição também significa encontrar novas maneiras de fazê-la circular. Entre versos, aviões, telas e mensagens, a literatura joseense ganha novos rostos e passa a conversar com todas as gerações.

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