A TV Gazeta decidiu colocar um rosto muito específico no centro do seu jornalismo: Joana Treptow. Não se trata apenas de preencher uma bancada após a saída de Luciana Magalhães. A emissora escolheu um nome com estrada, repertório e presença de vídeo para assumir o Jornal da Gazeta, o telejornal mais simbólico do canal, aquele que carrega a marca de tradição e, ao mesmo tempo, a cobrança permanente de se atualizar sem perder credibilidade.
Joana chega com um currículo que conversa com diferentes ambientes de notícia, e isso pesa. Ela soma passagens pela Agência EFE, que exige rigor e velocidade de apuração, e pela GloboNews, onde a informação é testada em tempo real, com leitura clara e precisão. Mas foi na Band que ela se tornou mais reconhecida do grande público e consolidou a imagem de jornalista que segura o noticiário com naturalidade. Em 2018, comandou o Café com Jornal. Depois, em 2020, no auge da pandemia, foi alçada à função de âncora do Jornal da Band — um período em que a bancada não era só uma cadeira: era um posto de resistência, clareza e serenidade em meio ao ruído.
É essa combinação que transforma Joana em “aposta” e, ao mesmo tempo, em escolha segura: ela tem voz de condução, repertório de redação e experiência de apresentação sob pressão. A própria jornalista define a chegada ao Jornal da Gazeta como um momento de maturidade profissional, ressaltando o peso histórico do telejornal e o tamanho da missão. Na leitura dela, entrar nesse projeto significa participar de um capítulo que pretende renovar o formato sem desrespeitar o legado.
Dentro da emissora, a decisão foi defendida de forma direta pelo diretor de Jornalismo, que atribuiu a escolha à competência e ao caminho que Joana construiu na TV como repórter e apresentadora.



