Foto: Reprodução

Morre aos 32 anos o jornalista Erlan Bastos

O jornalismo amanheceu mais silencioso neste sábado (17). Morreu, aos 32 anos, o jornalista e apresentador Erlan Bastos, nome que ganhou projeção nacional no noticiário de entretenimento e bastidores e se tornou uma das vozes mais influentes do Piauí, onde vivia e trabalhava. Informações preliminares apontam que a morte ocorreu em decorrência de um câncer no intestino, mas a família ainda não havia detalhado oficialmente as circunstâncias até a última atualização.

Natural de Manaus (AM), Erlan construiu uma trajetória marcada por movimento, ambição profissional e presença constante no debate público. Com estilo próprio, agilidade de apuração e forte alcance nas redes sociais, ele transformou pautas do cotidiano — muitas vezes nascidas no “sussurro” dos bastidores — em assuntos que ecoavam para além do circuito regional. No Piauí, ganhou reconhecimento institucional e popular: recebeu o título de cidadão piauiense e consolidou uma base fiel de audiência.

A notícia da morte provocou comoção imediata entre colegas de imprensa, artistas e seguidores, que passaram a prestar homenagens nas redes. Entre as despedidas que mais repercutiram, está o relato emocionado da jornalista Fábia Oliveira, que descreveu não apenas a perda de um profissional, mas de uma amizade construída no atrito e lapidada pelo convívio.

Segundo Fábia, a relação entre os dois começou turbulenta, ainda em 2020, quando discutiam com frequência nas redes sociais. “A gente brigava feito cão e gato”, recordou ela, ao relatar que a implicância acabou virando respeito — e, com o tempo, afeto. A aproximação mudou o tom do vínculo: o embate público deu lugar a uma amizade íntima, daquelas que desmontam a pose e revelam as camadas que ninguém vê.

No depoimento, ela conta que Erlan foi capaz de mexer com sua estabilidade e tirá-la da rotina ao fazer uma proposta profissional decisiva, que a levou a deixar um jornal onde havia iniciado como colunista. Foi nesse percurso, narra, que ele se mostrou por inteiro: não apenas o comunicador incisivo que o público conhecia, mas alguém de gestos silenciosos e generosidade concreta.

Fábia descreve Erlan como um homem que ajudava pessoas próximas sem transformar solidariedade em vitrine. Cita episódios em que ele teria reformado casas e estendido a mão — muitas vezes fora do horário, longe das câmeras e sem publicação nas redes — a quem o procurava com urgência. A imagem que ela desenha contrasta o personagem público, duro e implacável, com o íntimo: um homem de coração grande, que guardava doçura e hábitos de menino, como o prazer simples de comer “chambinho” antes de dormir.

Até o momento, não há informações oficiais confirmadas sobre velório e sepultamento.

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