A cerimônia do Film Independent Spirit Awards, realizada nos Estados Unidos, terminou com sabor de festa para o cinema brasileiro. “O Agente Secreto” conquistou o troféu de melhor filme internacional e ainda dividiu os holofotes com outros nomes do país que subiram ao palco — entre eles Wagner Moura e o diretor de fotografia Adolpho Veloso.
Na categoria internacional, “O Agente Secreto” superou uma lista diversa de concorrentes vindos de diferentes partes do mundo, com títulos da Jordânia, Zâmbia, Colômbia e Espanha. Ao receber o prêmio, a equipe do longa aproveitou o momento para prestar homenagem a Udo Kier, ator ligado ao projeto e que morreu recentemente. A lembrança teve tom de gratidão e despedida, ressaltando a trajetória do artista e o espírito independente que ele representava.
A presença brasileira na premiação, porém, não parou aí. Em outro momento da noite, Wagner Moura entrou em cena para apresentar o prêmio de melhor fotografia, anunciado para Adolpho Veloso, pelo trabalho em “Sonhos de Trem”. No palco, Moura alternou o protocolo em inglês com uma virada afetiva para o português, deixando a entrega mais informal — e mais calorosa.
Veloso recebeu o troféu em clima de brincadeira e orgulho: comentou que, com ele e Wagner juntos, parecia que já havia Carnaval por ali. Em seguida, emendou um agradecimento emocionado, celebrando o que descreveu como um ano especial para o Brasil e dizendo-se feliz por representar não apenas o país, mas também a América Latina e a comunidade de imigrantes.
A cerimônia, dedicada a reconhecer produções independentes, acabou funcionando como uma espécie de vitrine internacional para a energia recente do audiovisual brasileiro: premiado, citado, aplaudido — e, por alguns minutos, dono do palco com a espontaneidade de quem sabe que cinema também é encontro.



